Amaldiçoada seja a razão
Que sensatas traquinagens elabora
Para que, pelo caminho da vida afora
Eu não ouça o coração
Mas bendita também seja
A que leva o coração, senão à tortura
E embora a razão me incline à loucura
Soa mais doce que a boca que me beija
Tento fugir, mas só encontro o fracasso
A contradição estará sempre em meu encalço
Tamanha incerteza causa agonia extrema
Embarcar no amor, viver o inferno e o paraíso?
Abraçar definitivamente as ciências do juízo?
Este será sempre o meu dilema.
Contos Inacabados

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