Por diversas vezes eu me flagro
pensando, refletindo profundamente a respeito de certas coisas. Coisas essas
tão clichês quanto incompreendidas, como: Vida após a morte; vida
extraterrestre; a existência ou não de uma divindade... Nestes mesmos momentos
porem, atualmente, ter a consciência da grandeza desses assuntos
consequêntemente faz-me notar o quanto minha insignificância é inversamente
proporcional a isto. Quem diabos eu, mero plebeu mortal penso que sou para
meter o nariz em questões tão superiores que nem mesmo a capacidade
psicológica, emocional ou financeira ao menos eu tenho para cogitar começar a
entender? Quem sou eu que não tem o entendimento ou o controle da própria vida
para me dar ao luxo de me preocupar com coisas a um mundo de distância? Quem
sou eu que mal posso considerar que tenho estudo ou sabedoria de vida enquanto
por aí há pessoas que realmente dedicaram suas vidas em busca desse saber
desconhecido. E por fim, quem sou eu para afirmar que meu raciocínio até aqui
está certo? Eu não poderia dizer algo mais sensato do que um simples “Eu não sei”.
O que eu sei é que, tomar nota da minha insignificância perante os maiores
mistérios do mundo não me faz desistir de desvendá-los. Ao contrário disso,
tudo o que eu preciso é trabalhar na minha própria grandeza. E quando eu
alcançar a satisfação com a compreensão da minha própria vida, eu sei que
estarei pronto para dar um passo a frente, e um pouco mais próximo dos gigantes
que tanto me intrigam. E é por isso que eu acredito que enquanto eu puder questionar,
tiver ambição e vontade de saber eu nunca vou parar. Não antes de alcançar as
respostas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário